18 junho 2025

10 Crimes Cometidos com Veículos Clonados: Entenda os Riscos e Como se Proteger


 

Você já parou para pensar no perigo por trás de um carro clonado? Esse não é apenas um golpe contra o verdadeiro dono do veículo original — é uma ferramenta estratégica usada por criminosos para alimentar todo tipo de atividade ilegal.

A clonagem ocorre quando um veículo roubado ou adulterado recebe a identidade falsa de outro veículo regular. À primeira vista, parece um carro comum circulando. Mas por trás disso, há uma estrutura criminosa que afeta inocentes, empresas, o Estado e toda a sociedade.

Veja abaixo os 10 crimes mais frequentes cometidos com veículos clonados e entenda por que esse tipo de fraude vai muito além de um problema de trânsito.

1. Roubo de Cargas

Carros clonados são amplamente usados em abordagens a caminhões. A impunidade é facilitada porque os veículos utilizados não têm ligação direta com os autores. Prejuízo estimado: bilhões por ano.

2. Assaltos a Bancos, Lotéricas e Comércios

Carros clonados são usados como transporte e fuga, burlando o rastreamento por câmeras e dificultando a ação policial.

3. Tráfico de Drogas e Armas

Veículos com identidade falsa transportam drogas, armamentos e munições sem chamar atenção em rodovias e áreas urbanas.

4. Sequestros, Extorsões e Roubos Violentos

Criminosos evitam ser rastreados durante ações perigosas e usam os veículos clonados para desaparecer após o crime.

5. Homicídios e Execuções

Organizações criminosas cometem assassinatos utilizando carros clonados, abandonando-os após o crime. Isso atrasa ou inviabiliza a investigação.

6. Golpes Financeiros e Estelionatos

Veículos clonados são vendidos a pessoas de boa-fé, que só percebem o golpe após apreensões ou multas. A vítima perde dinheiro, confiança e, muitas vezes, o próprio carro.

7. Fraudes em Seguros

Criminosos usam veículos clonados para simular sinistros (roubos, batidas, incêndios) e aplicar golpes contra seguradoras.

8. Contrabando e Descaminho

Clonagem facilita o transporte ilegal de produtos sem nota fiscal, como eletrônicos, cigarros e até animais silvestres.

9. Furtos em Estabelecimentos e Abastecimentos sem Pagamento

Veículos clonados são usados para abastecer e fugir ou cometer furtos em série, sem gerar suspeitas imediatas.

10. Lavagem de Dinheiro

Carros roubados e adulterados são revendidos para “esquentar” recursos ilegais. Um golpe sofisticado, que movimenta o mercado paralelo.

Consequências Devastadoras da Clonagem de Veículos

Para o cidadão inocente (dono do carro original clonado):

  • Recebimento de multas injustas

  • Pontuação indevida na CNH

  • Apreensão do carro legítimo

  • Processos judiciais para provar a própria inocência

  • Estresse, tempo perdido e prejuízos financeiros

Para a sociedade:

  • Aumento da criminalidade violenta

  • Impunidade para criminosos

  • Dificuldades nas investigações policiais

  • Perda de confiança nas instituições

  • Desvalorização do mercado de veículos usados

Para o criminoso (quando identificado):

  • Responde por receptação, falsidade ideológica, adulteração de sinal identificador, associação criminosa e outros crimes.

  • Penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão, além de multas pesadas.

Como se Proteger de um Veículo Clonado

- Verifique o chassi, motor, etiquetas e vidros antes da compra
- Use apps e sites confiáveis para consultar o histórico do veículo
- Desconfie de ofertas muito abaixo do valor de mercado
- Exija nota fiscal e recibo de transferência em branco (CRV/ATPV-e)
- Denuncie irregularidades ao DETRAN, Polícia Civil ou PRF

Se você acha que um carro clonado é apenas um “jeitinho” ou um problema isolado, pense melhor: ele pode estar carregando drogas, participando de assaltos ou envolvido em homicídios.

Fique alerta. Verifique antes de comprar. Denuncie. Compartilhe.





07 junho 2025

Sinais de que um Carro Pode Ser Clonado: Como Identificar e Evitar Golpes


 

Comprar um carro usado pode ser um excelente negócio — desde que você saiba se proteger de golpes. Um dos mais perigosos é a clonagem veicular, crime que cresce a cada ano no Brasil.

Segundo dados da Senatran, milhares de veículos clonados circulam pelo país, causando prejuízos financeiros e até problemas criminais para compradores desavisados.

Neste guia do Alerta Veicular, você vai descobrir os principais sinais de que um carro pode ser clonado — e como se proteger!

1. Preço Muito Abaixo da Média

Desconfie de carros com valor muito abaixo da tabela FIPE ou da média de mercado.
Golpistas usam preços baixos como isca para atrair compradores apressados.

Dica: Compare com preços em sites como OLX, Webmotors e consulte a Tabela FIPE.

2. Multas em Locais Incompatíveis

Você consultou o histórico e viu multas em cidades onde o carro nunca esteve?
Sinal fortíssimo de clonagem.

Isso indica que o veículo original está em uma cidade, e o clonado em outra, gerando infrações indevidas.

3. Placas com Aparência Irregular

Placa muito nova em carro antigo?
Placa desalinhada, mal fixada, com indícios de troca?

O padrão da placa precisa combinar com o ano e a série do carro. Observe com atenção.

4. Chassi com Marcas de Intervenção

O número do chassi deve estar:

  • Gravado no local original

  • Sem sinais de solda, pintura, raspagem ou lixamento

Qualquer alteração visível é motivo para investigação imediata.

5. Etiquetas Falsificadas ou Alteradas

As etiquetas do fabricante (normalmente coladas no cofre do motor ou portas) devem:

  • Estar alinhadas

  • Com fonte padronizada

  • Sem rasuras ou diferenças entre si

Se algo parecer improvisado, pare e investigue.

6. Motor e Chassi com Irregularidades

Consulte os números do chassi e motor em fontes confiáveis:

  • Sinesp Cidadão (app)

  • Site do Detran

  • Plataformas privadas como Olho no Carro, Checkauto e Carcheck

Divergências entre os dados consultados e os documentos indicam fraude.

7. Histórico com Múltiplas Transferências

Carro com muitos donos em pouco tempo? Pode ser uma tentativa de esquentar um veículo clonado.

Use uma consulta veicular completa para checar o histórico de propriedade.

8. Vendedor com Comportamento Suspeito

Cuidado com quem:

  • Não quer se identificar

  • Pressiona para fechar negócio rapidamente

  • Aceita só PIX ou transferência

  • Oferece pouca informação sobre o carro

Golpistas normalmente evitam perguntas e contato direto.

9. Ausência de Laudo Cautelar

Nunca finalize uma compra sem solicitar um laudo cautelar, que analisa:

  • Numeração do motor e chassi

  • Estrutura e soldas

  • Etiquetas

  • Sinais de sinistro, leilão ou adulteração

É um investimento pequeno que pode evitar um prejuízo enorme.

10. Restrições em Consultas Online

Ao consultar a placa:

  • Apareceu registro de furto, roubo, leilão ou sinistro grave?

  • Veículo tem inconsistências no Renavam ou na base do Detran?

Fuja na hora. Pode ser um carro clonado ou "esquentado".

Atenção Redobrada = Menos Prejuízo

A clonagem de veículos é um golpe que pode envolver você, mesmo sem saber. Além da perda financeira, há risco de:

  • Apreensão do carro pela polícia

  • Processo judicial

  • Nome envolvido em crimes

Por isso, lembre-se:

- Desconfie de ofertas boas demais
- Investigue a procedência com calma
- Solicite laudo cautelar
- Consulte sites confiáveis de histórico veicular
- Peça ajuda de especialistas se tiver dúvidas




02 junho 2025

Golpe do Carro Fantasma: Como Funciona e Como Evitar Cair na Fraude


 


Em tempos de crise e alta nos preços dos veículos, a busca por carros usados com “bom custo-benefício” tem crescido bastante. Aproveitando-se desse cenário, golpistas criaram um esquema cada vez mais comum no mercado: o golpe do carro fantasma. Apesar do nome curioso, essa fraude tem causado prejuízos sérios a milhares de pessoas em todo o Brasil.

Neste artigo, vamos explicar como o golpe funciona, por que ele é tão eficaz e, principalmente, como você pode se proteger.

Como Funciona o Golpe?

O golpista cria um anúncio falso em sites de vendas de veículos, redes sociais ou aplicativos de classificados. O anúncio geralmente apresenta um carro em ótimo estado, com baixa quilometragem e um preço muito abaixo da média de mercado.

Quando o interessado entra em contato, o golpista inventa histórias convincentes para explicar o preço baixo:

  • “É de um parente que faleceu e queremos vender rápido.”

  • “O carro está em uma transportadora e será entregue após o pagamento.”

  • “Não quero intermediários, só aceito pagamento à vista para agilizar.”

O criminoso então pressiona a vítima a fazer um sinal ou pagamento integral, dizendo que há outras pessoas interessadas. Assim que o dinheiro é transferido, o contato desaparece. O carro nunca existiu – era apenas uma isca.

Por Que o Golpe Funciona?

Esse tipo de golpe é eficiente por vários motivos:

  • Aparência profissional dos anúncios: fotos reais de veículos (muitas vezes copiadas de anúncios legítimos).

  • Urgência emocional: o medo de “perder a oportunidade” faz com que a vítima ignore sinais de alerta.

  • Dificuldade de rastreamento: muitos golpistas usam números de telefone temporários e contas bancárias de laranjas.

Sinais de Alerta

Veja os principais indícios de que o anúncio pode ser um golpe:

  • Preço muito abaixo do mercado.

  • Vendedor insiste em não mostrar o carro pessoalmente.

  • Exige pagamento antecipado para "garantir" a reserva.

  • Não quer fazer a negociação por meio de loja física, despachante ou aplicativo seguro.

  • Se recusa a fornecer dados reais (CPF, CNPJ, endereço).

Como se Proteger?

  1. Desconfie de ofertas boas demais para ser verdade. Faça uma pesquisa de preço do mesmo modelo em outros canais.

  2. Nunca transfira dinheiro sem ver o veículo pessoalmente.

  3. Verifique se o telefone do vendedor está vinculado a golpes: aplicativos como o "Quem Me Liga" ou sites como "Golpe do OLX" podem ajudar.

  4. Use plataformas que intermediam a venda com segurança, como OLX Pay, Mercado Livre ou lojas físicas com reputação consolidada.

  5. Consulte o histórico do veículo antes da compra, usando sites de consulta veicular e verificando se o carro realmente existe.

Já Fui Vítima. E Agora?

Se você caiu no golpe, faça o seguinte imediatamente:

  • Registre um boletim de ocorrência online ou presencialmente.

  • Reúna todos os prints, comprovantes de pagamento e conversas.

  • Entre em contato com o banco ou instituição financeira para tentar bloquear a transação.

  • Denuncie o número e o anúncio nas plataformas usadas.

O golpe do carro fantasma mostra como o desejo de economizar pode ser usado contra o consumidor desavisado. A melhor forma de se proteger é com informação, desconfiança saudável e consultas prévias. Lembre-se: nenhum carro barato demais é vendido sem um motivo oculto.

O golpe do carro fantasma é o mesmo do falso intermediário?

Não são exatamente o mesmo golpe, mas estão relacionados e muitas vezes acontecem juntos. Vamos ver a diferença entre eles:

Golpe do Carro Fantasma

  • O carro não existe.

  • Fotos geralmente copiadas da internet.

  • O golpista finge ser o proprietário direto ou inventa histórias (militar, mudança urgente, herança, etc.).

  • O objetivo é receber pagamento antecipado (ou sinal) por um veículo inexistente.

     Exemplo clássico: Um anúncio de carro por R$ 30.000, sendo que o mesmo modelo custa R$ 45.000 no mercado. A vítima paga o sinal, mas o carro nunca aparece.

Golpe do Falso Intermediário

  • O carro existe de verdade, mas o golpista não é o dono.

  • Ele encontra um anúncio real e se passa por intermediário (geralmente para “ajudar um parente” a vender).

  • Ele engana o comprador e o vendedor ao mesmo tempo, fingindo que está negociando com ambos.

  • O comprador paga ao golpista, achando que é um pagamento legítimo pelo carro real.

  • O vendedor real nem sabe da negociação fraudulenta.

     Exemplo clássico: O golpista copia o anúncio de alguém, posta em outro site com preço mais baixo e engana um comprador, dizendo para não falar diretamente com o dono.

Ambos os golpes exploram a pressa, a confiança e o desejo de “fazer um bom negócio”. Sempre desconfie de urgência, preço abaixo da média e vendedores que evitam contato presencial ou direto com o dono.


28 maio 2025

O que são Restrições Administrativas e Judiciais em Veículos?


 

Quando um veículo apresenta restrições registradas em sistemas oficiais, como os do DETRAN, DENATRAN ou órgãos judiciais, ele passa a ter limitações legais que podem impedir sua circulação em vias públicas, sua transferência de propriedade, o licenciamento anual e até mesmo sua comercialização.

Essas restrições funcionam como travas administrativas ou judiciais impostas por diferentes motivos — desde pendências financeiras, inadimplementos contratuais, bloqueios por decisões judiciais, até questões de segurança veicular. Elas são registradas para garantir que situações irregulares sejam resolvidas antes que o veículo continue circulando ou seja transferido a terceiros.

De forma geral, as restrições se dividem em duas categorias principais:

  • Administrativas: derivadas de pendências junto a órgãos de trânsito, instituições financeiras, seguradoras ou empresas leiloeiras.

  • Judiciais: resultantes de decisões oriundas de processos cíveis, criminais, trabalhistas ou ações envolvendo busca, apreensão e reintegração de posse.

Exemplos de Restrições Administrativas
Motivo Situação Comum Observação
Débitos pendentes Multas, IPVA, Licenciamento atrasado Regulariza pagando as dívidas
Restrição de Leilão Veículo vendido em leilão (sinistro, recuperação) Fica registrado no histórico do veículo
Restrição de Gravame Financiado, Leasing, CDC Libera após quitação
Falta de Vistoria Veículos de carga, transporte escolar, GNV Regulariza após vistoria
Baixa de placa Veículo fora de circulação Necessário reativar ou reequipar


Exemplos de Restrições Judiciais

Motivo Situação Comum Observação
Busca e Apreensão Veículo financiado com inadimplência O banco pode tomar o veículo
Determinação Judicial Bloqueio em processo cível, criminal ou trabalhista Pode envolver partilha de bens, investigação
Fraude Veículo clonado ou com adulteração Muitas vezes é apreendido para perícia
Ordem de Reintegração Veículo alugado, locadora, frotista Impede transferência

 O que fazer se o veículo tiver restrição?

  1. Identifique o tipo de restrição no site do DETRAN ou através de uma consulta veicular completa.

  2. Verifique a origem da pendência — pode ser algo simples, como um débito de IPVA, ou algo mais complexo, como uma ação judicial.

  3. Para restrições administrativas, entre em contato com o proprietário para regularizar a situação (pagamento de débitos, vistoria, etc).

  4. Para restrições judiciais, é preciso analisar o processo judicial envolvido — em muitos casos, apenas por decisão judicial o veículo poderá ser liberado.

  5. Evite negócios arriscados! Sempre consulte o histórico completo antes de comprar ou transferir um veículo.

A identificação dessas restrições é essencial tanto para o proprietário regularizar o veículo, quanto para compradores evitarem fraudes e prejuízos futuros. Por isso, a consulta prévia e detalhada do histórico veicular é uma etapa indispensável em qualquer transação.



26 maio 2025

Etiquetas ETA – Identificação de Segurança Veicular!


 

Quando o assunto é segurança e autenticidade veicular, a etiqueta ETA, desempenha um papel fundamental. Ela é um dos elementos mais importantes na hora de identificar um veículo de forma confiável e detectar possíveis fraudes, adulterações ou clonagens.

Origem e obrigatoriedade

A obrigatoriedade do VIS no Brasil foi estabelecida pela Resolução nº 691/1988 do CONTRAN, que determinou que, além da gravação no chassi, os veículos também deveriam contar com caracteres de identificação VIS em locais estratégicos da carroceria.

Essas identificações devem ser feitas por meio de chapas, plaquetas ou etiquetas autocolantes com espessura mínima de 0,2 mm, aplicadas por solda, rebite ou colagem com material destrutível, ou seja, que se rompe caso haja tentativa de remoção ou reutilização.

Segundo a norma, o número VIS deve estar presente obrigatoriamente em três pontos do veículo:

  1. No assoalho, abaixo do banco dianteiro direito

  2. Na coluna da porta dianteira direita

  3. No compartimento do motor

Esses pontos foram escolhidos por dificultarem o acesso e a adulteração, além de permitirem fácil verificação durante uma vistoria.

Evolução tecnológica: a etiqueta de segurança CONFIRM

Com o tempo, as montadoras adotaram tecnologias mais avançadas para garantir a autenticidade do VIS. Uma das mais utilizadas é a etiqueta de identificação CONFIRM, fabricada com tecnologia da 3M. Ela é composta por:

  • Um filme de segurança laminado, com elementos gráficos e holográficos

  • Uma janela pré-cortada, onde é impresso o número do VIN ou VIS

  • Uma imagem customizada do fabricante

  • Elementos de segurança que só aparecem sob luz específica, como lanternas com luz branca

Lanterna

Lanterna

Sinal holográfico 


Substituição da parte interna da etiqueta
 

Esse tipo de etiqueta é difícil de reproduzir, bem como ser removida sem danos e permite verificar, visualmente, a originalidade da peça em que está colada.


Quantidade de etiquetas e variações

Embora a Resolução 691/88 tenha previsto três pontos obrigatórios, outras normas posteriores, como a Resolução CONTRAN nº 24/1998, ampliaram a aplicação de etiquetas em diferentes locais da carroceria, variando conforme o fabricante.

Atualmente, muitos veículos contam com etiquetas ETA em portas, colunas, porta-malas, capô, paralamas, teto e até painéis internos. O número e os locais exatos podem variar, mas a lógica é sempre a mesma: dificultar a adulteração e facilitar a checagem.

O que observar em uma vistoria

Na hora de avaliar um carro, fique atento a sinais de adulteração nas etiquetas ETA:

  • Etiquetas rasgadas, borradas, desbotadas ou desalinhadas

  • Etiquetas faltando em locais onde normalmente deveriam estar

  • Presença de cola fresca ou marcas de remoção

  • Divergência entre o número da etiqueta e o número do chassi/VIN

Se houver dúvida, utilize uma lanterna adequada para verificar os elementos ocultos e compare com os padrões originais do fabricante. Qualquer anormalidade deve ser investigada com cuidado, pois pode indicar clonagem, remarcação ou montagem irregular.

A etiqueta ETA é muito mais do que um adesivo colado no carro — ela é uma ferramenta de segurança que ajuda a proteger o consumidor e o patrimônio. Em uma compra de veículo usado, verificar a presença, originalidade e estado das etiquetas é fundamental para evitar cair em golpes.

No Alerta Veicular, reforçamos sempre a importância da vistoria minuciosa e da informação correta. Compartilhe este conteúdo e ajude outras pessoas a se protegerem de fraudes automotivas.



Esse recurso permite verificar se a etiqueta foi adulterada, removida ou substituída, sendo um importante aliado na identificação veicular e combate a fraudes.


Outros modelos de Etiquetas 





Onde ficam essas etiquetas?
As etiquetas ETA são aplicadas em diferentes partes da carroceria, como portas, colunas, capô e tampa do porta-malas. De acordo com a regulamentação original, os veículos devem ter pelo menos três etiquetas, fixadas em locais definidos pelo fabricante e de difícil substituição.





23 maio 2025

Modelo de Recurso de Multa de Veículo Clonado!


 


ILUSTRÍSSIMO SENHOR SUPERINTENDENTE/PRESIDENTE (ÓRGÃO QUE EMITIU A MULTA)

Eu, [NOME COMPLETO], nacionalidade brasileira, natural de [LOCAL DE NASCIMENTO], nascido(a) em [DATA DE NASCIMENTO], com [IDADE] anos, estado civil [ESTADO CIVIL], filho(a) de [NOME DO PAI] e [NOME DA MÃE], inscrito no CPF sob o número [CPF], residente e domiciliado(a) à [ENDEREÇO COMPLETO], bairro [BAIRRO], no município de [CIDADE], CEP [CEP], telefone [TELEFONE], venho, respeitosamente, à presença de Vossa Senhoria, com fundamento no artigo 285 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997), interpor o presente Recurso Administrativo contra a aplicação de penalidade por suposta infração de trânsito, conforme notificação anexa, pelas razões a seguir expostas:

DA AUTUAÇÃO


IMAGEM DA MULTA



De acordo com a notificação (Auto de Infração nº [NÚMERO DO AUTO]), o veículo [MARCA/MODELO], de placas [PLACA], teria, no dia [DATA DA INFRAÇÃO], às [HORÁRIO], excedido o limite de velocidade na BR-[RODOVIA], KM [KM], no município de [MUNICÍPIO].

Contudo, é com surpresa que recebo tal notificação, uma vez que o veículo fotografado não pertence à minha propriedade, tratando-se de um caso evidente de clonagem.


DAS EVIDÊNCIAS DA CLONAGEM

Tal fato pode ser comprovado por divergências claras entre o veículo original e aquele registrado pela fiscalização. O veículo fotografado apresenta as seguintes características que não condizem com o veículo de minha propriedade:

  • [DIVERGÊNCIA 1] (Ex.: ausência de adesivo na parte superior da placa);
  • [DIVERGÊNCIA 2] (Ex.: retrovisores diferentes do modelo original);
  • [DIVERGÊNCIA 3] (Ex.: inexistência de fita refletiva nas rodas do veículo original);
  • [DIVERGÊNCIA 4] (Ex.: capacete do condutor distinto do utilizado por mim).
  • [OUTRAS DIVERGÊNCIAS) (Ex.:                                                                   )

Além disso, destaco que adquiri a motocicleta [MARCA/MODELO] no dia [DATA DA COMPRA], junto à empresa [NOME DA EMPRESA], inscrita no CNPJ [CNPJ], conforme Nota Fiscal nº [NÚMERO DA NOTA FISCAL] (anexa). Desde a aquisição, o veículo foi utilizado exclusivamente no Estado de [ESTADO DE USO], não havendo deslocamentos para outras regiões, especialmente para [LOCAL DA INFRAÇÃO].


INSERIR IMAGENS DO VEÍCULO ORIGINAL X VEÍCULO CLONADO


DAS PROVIDÊNCIAS ADOTADAS

Ao perceber a clonagem, imediatamente tomei as providências cabíveis e registrei o Boletim de Ocorrência nº [NÚMERO DO BOLETIM], junto à Delegacia de Polícia Civil do Estado de [ESTADO] (cópia anexa), a fim de formalizar a denúncia e prevenir a atribuição de novas responsabilidades indevidas.

 DO PEDIDO


Diante do exposto solicito o CANCELAMENTO da penalidade imposta com a consequente exclusão dos pontos lançados no prontuário deste condutor;

 

Termos em que,

 

Pede deferimento.

  

___________________/____, _______ de _______________________de _________

 

 

 __________________________________________

NOME

CPF _________________

Telefone ______________________

 


19 maio 2025

Verificar o Verso da Chapa do Chassi: Um Detalhe Essencial para Detectar Fraudes Veiculares


 


A adulteração do chassi de um veículo é uma prática criminosa frequentemente associada a roubos, furtos e fraudes em documentos. Uma das formas mais eficazes de identificar essa irregularidade é examinar não apenas a parte visível do chassi, mas também o verso da chapa onde ele está gravado. Essa análise pode revelar indícios de manipulação, como soldas, raspagens ou até mesmo vestígios do número original, que muitas vezes permanecem mesmo após a adulteração.

Por que o Verso da Chapa é Relevante?

O chassi, que funciona como o "RG do veículo", é geralmente marcado em uma placa metálica ou estampado diretamente no monobloco do carro. Criminosos costumam adulterá-lo por meio de técnicas como:

  • Raspagem e regravação: removendo a numeração original e aplicando uma nova.

  • Substituição da placa: soldando uma chapa falsa sobre a original.

  • Alteração química ou térmica: usando ácidos ou calor para apagar e modificar os caracteres.

No entanto, mesmo quando a superfície é alterada, o verso da chapa pode preservar sinais do número original, seja por meio de relevo, marcas de prensagem ou resquícios da gravação anterior. Isso ocorre porque a força aplicada na estampagem do chassi muitas vezes deixa uma impressão profunda no metal, que não é completamente eliminada pelos fraudadores.

O que Procurar no Verso da Chapa?

Ao examinar o verso da chapa, é possível detectar:

  1. Sinais de solda – Se a placa foi removida e recolocada, o verso pode apresentar marcas de solda ou resíduos de metal derretido.

  2. Relevo ou marcas do número original – Mesmo após raspagem, a pressão da gravação inicial pode ter deixado um "fantasma" do chassi verdadeiro no metal.

  3. Desníveis ou irregularidades – Uma chapa adulterada pode estar mal fixada, com rebarbas ou espessura anormal.

  4. Corrosão ou pintura inconsistente – Áreas repintadas ou com ferrugem podem indicar manipulação.

Técnicas de Inspeção

Além da análise visual, é recomendável:

  • Usar um espelho de inspeção e luz oblíqua para identificar relevos ou marcas residuais.

  • Tocar a superfície para sentir irregularidades ou texturas suspeitas.

  • Comparar com outros veículos do mesmo modelo, pois a posição e o tipo de fixação da chapa costumam ser padronizados.

  • Utilizar lentes de aumento ou até mesmo técnicas forenses, como revelação química, em casos suspeitos.

A verificação do verso da chapa do chassi é uma etapa crucial na perícia veicular, pois muitas adulterações são feitas de maneira apressada, deixando vestígios na parte oculta. Além disso, o verso pode revelar indícios do número original, mesmo quando a frente foi adulterada. Autoridades, lojistas e compradores de veículos usados devem adotar essa prática para evitar transações envolvendo carros clonados ou roubados. Em um mercado onde a fraude é constante, a atenção aos detalhes pode significar a diferença entre adquirir um veículo legítimo ou cair em um golpe. Portanto, olhar além do óbvio é essencial para garantir a segurança e a legalidade na compra e venda de automóveis.