Até o final da década de 1990, muitos caminhões da Mercedes-Benz utilizavam a identificação da numeração do motor em plaquetas metálicas fixadas ao bloco do motor, conforme ilustrado na imagem.
Embora esse sistema atendesse aos padrões da época, ele apresentava uma vulnerabilidade significativa em relação à segurança veicular: a facilidade de remoção e substituição da plaqueta. Esse fator acabou sendo amplamente explorado em fraudes e adulterações, permitindo que criminosos trocassem a identificação original do motor por outra, dificultando a rastreabilidade e a autenticação do conjunto mecânico.
Durante o processo de vistoria em motores com identificação por plaqueta, o vistoriador deve realizar uma análise criteriosa dos elementos físicos e construtivos da peça identificadora.
Plaquetas
A partir dos anos 2000, os caminhões da Mercedes-Benz passaram a adotar a gravação da numeração do motor diretamente no bloco, substituindo gradativamente o sistema de identificação por plaquetas metálicas.
Essa mudança ocorreu em razão da evolução dos sistemas de identificação veicular e do aumento das fraudes envolvendo motores. A gravação direta na peça trouxe maior segurança e rastreabilidade, dificultando adulterações e tornando possíveis intervenções mais perceptíveis durante procedimentos de vistoria e perícia automotiva.
Para realizar consultas de caixas de
câmbio modelo ZF, o vistoriador deverá completar a numeração, pois na peça só
consta o número de série.
Exemplos:
MB 1935 (1995) = 718.262.10 + número
de série
MB 1935 (1997) = 718.380.12 + número
de série
MB 1935 (2000) = 718.461.56 + número
de série
MB 1938 (1998) = 718.464.10 + número
de série
MB 1620 (Todos) = 718.693.12 + número
de série
MB 1418 (1998) = 713.741.001 + número
de série